terça-feira, 5 de julho de 2011

VINICIUS TOBIAS

QUEM É VINICIUS TOBIAS

É poeta, agitador cultural e estudante de jornalismo. Membro fundador do Grupo Larvas Poesia, de Lavras – São João del-Rei, que visa trabalhar com exposições, fanzines, publicações, recitais, eventos e divulgação on-line de literatura. O grupo Larvas tem um recital chamado “Não se faz com versos”, já apresentado em diversas cidades, ao lado de Igor Alves, e está produzindo um segundo: “Alicerces”. É Membro Fundador do Programa de extensão 5ª Cultural, da Universidade Federal de São João del-Rei, programa que pensa e promove arte, e deságua no grande festival de cultura democratizada que já está em sua 4ª edição: o Cultura de 5ª. O poeta já publicou, no melhor estilo xerocado, 2 fanzines que compõem a coleção “Intervenção Humana”, uma coleção de poemas sobre os vários desníveis da revolta.


PUBLICAÇÕES

* Raparam a panela e agora estou com fome

* Cada um no seu quadrado – Onde ponho uma maçã no universo?


CONTATO: email: vinitobias00@yahoo.com.br


CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA

“Primavera de Pragas


No fim do inverno não há flores

Mas as folhas, um pouco fustigadas pelo frio

Estão verdes como pérolas

[se as pérolas fossem verdes


Eu as vezes costumo subir em um lugar alto

E olhar as edificações construídas pelo homem

Luzes de cidades vistas do alto de um lugar alto

Causam uma comoção e melancolia


Os arbustos são invadidos por larvas

Aquelas taturanas verdinhas ou vermelhas

Que agente evita muito encostar

Pois queimam muito, alguns venenos até dão febre...


Outras vezes me vejo em antros de jovens

À procura de sexo e rock’n roll

E uma massa insólita de homens iguais tenta

[carregar as convenções do mundo

Sorte que como querem demais nos pegar

A resistência há de ser fofa, carinhosa e cabeluda

Estamos meticulosamente rasgando a seda

E caído nas graças do prazer à desordem


Daí, se fores aos jardins

Verão seus arbustos que não estão floridos

Repleto de mordidas das malditas larvas

Agente compra veneno e tenta acabar com elas

E por mais que sejamos mais poderosos

Tenhamos armas esmagadoras

Elas são pequenas e numerosas demais para serem exterminadas


Mas é difícil demais avançar

Batalhões de jovens vistosas maquiadas e perfumadas

Saem de casa toda a sexta e sábado à noite

Batalhões de homens com seus braços fortes e carros roncosos

E a madrugada, a virgem santíssima madrugada de todos os dias

É irrompida por um escarcéu de pecado sistemático

O próprio pecado da vida

A cumplicidade


Daí um tempo depois aquelas larvas somem

Elas destruíram em parte as folhas do arbusto

E foram engordando e engordando

Você as procura e não encontra

Quando se dá por si

Aqueles arbustos quase destruídos florescem todos

Cerca de 2 a 3 dias depois as borboletas chegam coloridas e magníficas

Você sacou de onde elas vieram

É a primavera que foi se construindo do asqueroso e da destruição!”


O ARTISTA NA INTERNET

anotacoesburocraticas.blogspot.com - poesias do autor

larvaspoesia.blogspot.com - blog do Grupo Larvas

5cultural.blogspot.com – blog do 5ª Cultural


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