sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

FERNANDO ALVARENGA


QUEM É FERNANDO ALVARENGA

É um artista multifacetado, que no campo das artes circenses, vivenciou por um período de seis meses a técnica do malabares, colecionando experiências únicas em troca de contribuições espontâneas nos semáforos da capital mineira. Contudo, é na escrita que o ofício de poeta se manifesta e toma forma, ao expressar através das palavras, suas impressões e sensações, em um diálogo poético e substancial, expondo seus textos densos e reflexivos. Atualmente cursa Pedagogia na Universidade do Estado de Minas Gerais e se mantém com a venda de poesias ofertadas nas ruas e em praças públicas da cidade de Belo Horizonte, onde reside.

PUBLICAÇÕES

* Reverso da Realidade: a efêmera sustentação do ser 
Poesia - 54 páginas / 1ª edição - Autografia, 2016.

CONTATO & AQUISIÇÃO DA OBRA VIA
CONHEÇA O TRABALHO DO ESCRITOR

DÉCIMA QUINTA CARTA

Você sempre achará que aprendeu a lição...
Amores, brigas e escolhas erradas.

Sempre achará que na próxima tomará a atitude certa,
Que não cometerá os mesmos erros.

Mas, quando passar toda a dor e a ressaca,
Seu coração exigirá por mais do mesmo...

Seja por dor, ou por desprezo,
Essa exigência trará o mesmo ciclo de erros consecutivos...

Entre uma música e um café,
Que chega a meu estômago como soco,
Tento rever como é a luta diária que enfrento
para engolir aquela palavra destruidora.
Aquele ato que colocará tudo a perder,
Aquela distração que pode lhe custar o
emprego ou o relacionamento,
Aquela desorganização,
Aquele comportamento temerário que chega
a colocar em risco minha própria vida.

Tento rever tudo,
TUDO...
E o principal,
Tento saber o que acontecerá quando 
acabar a última ressaca,
Que por sinal, já está chegando ao fim.

"A escrita não é um dom / É uma luta interna"


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

RAFAEL SENRA

QUEM É RAFAEL SENRA

Quadrinista, compositor e músico, mestre em teoria literária e crítica da cultura pela UFSJ - Universidade Federal de São João Del Rei. Em 2004, publicou seu primeiro fanzine, "Relações Bizarras", uma HQ em três partes que vendia nos corredores da universidade. Já em 2009, lançou no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos - BH) sua primeira HQ propriamente dita, "Ana Crônica", de forma independente. Ainda em 2009, lançou na internet a HQ "Lonely Hearts", onde dá sua versão para a "morte" do beatle Paul McCartney. Esse quadrinho foi citado em diversos sites e veículos de comunicação, como o jornal Estado de Minas, o programa Sem Censura (TV Cultura), o Programa Novo (TV Cultura), e os sites Universo HQ e Whiplash. Em 2011, montou o projeto de rock progressivo e eletrônico Zastrados, com Pablo Gobira, e lançará em breve seu primeiro EP. Atualmente, está reescrevendo e ilustrando sua dissertação de mestrado, onde analisa a identidade mineira no Clube da Esquina.

PUBLICAÇÕES

* Relações Bizarras (Fanzine) / Edição Independente, 2004.

* Ana Crônica (HQ) / 1ª edição, Editora Gráfica TGB, 2009.

* Lonely Hearts (e-HQ) / 2009.

CONTATOS

Email: rararafaels@yahoo.com.br
Tel: (32) 8874 - 2921

CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA

O ARTISTA NA INTERNET

Blog de desenhos: http://rafael-senra.blogspot.com/

HQ Lonely Hearts, disponível para download: http://rafael-senra.blogspot.com/2009/10/download-da-hq-lonely-hearts.html

Blog de textos (desatualizado): http://esparsosideral.blogspot.com/

Blog-tributo à cantora Laura Nyro: http://lauranyro.blogspot.com/

terça-feira, 5 de julho de 2011

VINICIUS TOBIAS

QUEM É VINICIUS TOBIAS

É poeta, agitador cultural e estudante de jornalismo. Membro fundador do Grupo Larvas Poesia, de Lavras – São João del-Rei, que visa trabalhar com exposições, fanzines, publicações, recitais, eventos e divulgação on-line de literatura. O grupo Larvas tem um recital chamado “Não se faz com versos”, já apresentado em diversas cidades, ao lado de Igor Alves, e está produzindo um segundo: “Alicerces”. É Membro Fundador do Programa de extensão 5ª Cultural, da Universidade Federal de São João del-Rei, programa que pensa e promove arte, e deságua no grande festival de cultura democratizada que já está em sua 4ª edição: o Cultura de 5ª. O poeta já publicou, no melhor estilo xerocado, 2 fanzines que compõem a coleção “Intervenção Humana”, uma coleção de poemas sobre os vários desníveis da revolta.


PUBLICAÇÕES

* Raparam a panela e agora estou com fome

* Cada um no seu quadrado – Onde ponho uma maçã no universo?


CONTATO: email: vinitobias00@yahoo.com.br


CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA

“Primavera de Pragas


No fim do inverno não há flores

Mas as folhas, um pouco fustigadas pelo frio

Estão verdes como pérolas

[se as pérolas fossem verdes


Eu as vezes costumo subir em um lugar alto

E olhar as edificações construídas pelo homem

Luzes de cidades vistas do alto de um lugar alto

Causam uma comoção e melancolia


Os arbustos são invadidos por larvas

Aquelas taturanas verdinhas ou vermelhas

Que agente evita muito encostar

Pois queimam muito, alguns venenos até dão febre...


Outras vezes me vejo em antros de jovens

À procura de sexo e rock’n roll

E uma massa insólita de homens iguais tenta

[carregar as convenções do mundo

Sorte que como querem demais nos pegar

A resistência há de ser fofa, carinhosa e cabeluda

Estamos meticulosamente rasgando a seda

E caído nas graças do prazer à desordem


Daí, se fores aos jardins

Verão seus arbustos que não estão floridos

Repleto de mordidas das malditas larvas

Agente compra veneno e tenta acabar com elas

E por mais que sejamos mais poderosos

Tenhamos armas esmagadoras

Elas são pequenas e numerosas demais para serem exterminadas


Mas é difícil demais avançar

Batalhões de jovens vistosas maquiadas e perfumadas

Saem de casa toda a sexta e sábado à noite

Batalhões de homens com seus braços fortes e carros roncosos

E a madrugada, a virgem santíssima madrugada de todos os dias

É irrompida por um escarcéu de pecado sistemático

O próprio pecado da vida

A cumplicidade


Daí um tempo depois aquelas larvas somem

Elas destruíram em parte as folhas do arbusto

E foram engordando e engordando

Você as procura e não encontra

Quando se dá por si

Aqueles arbustos quase destruídos florescem todos

Cerca de 2 a 3 dias depois as borboletas chegam coloridas e magníficas

Você sacou de onde elas vieram

É a primavera que foi se construindo do asqueroso e da destruição!”


O ARTISTA NA INTERNET

anotacoesburocraticas.blogspot.com - poesias do autor

larvaspoesia.blogspot.com - blog do Grupo Larvas

5cultural.blogspot.com – blog do 5ª Cultural


domingo, 28 de março de 2010

DILCEU LÚCIO CARVALHO DIAS

QUEM É DILCEU LÚCIO CARVALHO DIAS

Nascido em 1968 em Nanuque – MG. É professor e poeta, graduado em Geografia pela UFMG.

Escreve poesias desde a infância e até o momento não tem obra publicada.


CONTATOS: dilceudias@hotmail.com

Rua: Maria Ambrósia de Sá, nº: 316 – Bairro: Jaqueline

CEP: 31.785-220 - Belo Horizonte/MG.


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

VERBETE

Drosófilas... Essas mosquinhas sempre famintas
Sedentas, amontoaram sobre o velho dicionário
Em vão
Nele
, banana
é somente mais uma palavra

LEVE PORNOGRAFIA

Perguntaram-lhe em seu leito de morte:
qual é o seu último desejo?
Eis que a freira gorducha de olhos vidrados responde:
biscoito

INSENSA-TEZ

Tocaram-lhe as faces repetidas vezes

o vento.

Depois, seguiu

deixando para trás

o desenho perfeito

da leve fragrância

das pétalas das flores ocres

pisoteadas no chão.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SANZIO MARDEN


QUEM É SANZIO MARDEN

É artista plástico e arte educador formado pela escola Guignard, compreende Duchamp e cia., mas não dá a mínima. Trabalhou com revitalização e recuperação de sítios históricos através do projeto oficina escola de artes e ofícios (projeto voltado para o terceiro setor) nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Ceará. No Ceará participou de várias exposições e fez pós-graduação em arte educação pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA - além de comprar uma moto e ir para o Piauí na cidade de Piripirí visitar o museu local onde se encontra o sapato da primeira prostituta da cidade (parecia um tamanco bordado). Depois de cometer a loucura de voltar para a terra natal (deixando aquelas praias enormes, cheias de sol, ondas, jangadas e sorrisos maravilhosos) se dedicou a ilustração. Juntamente com a professora Dr. Tânia Alice (que também rodopiou ceará afora e foi a Piripirí) e a professora Dr. Terezinha Galvão publicou três livros infantis voltados para o meio ambiente (com apoio do projeto Manuelzão). Aproveitando o embalo ambiental, produziu com a empresa Verde Gaia, o projeto "semente ecológica" (mais dois livros infantis nasceram). Trabalhou como arte educador no projeto BH Cidadania, ministrando oficinas de desenho e pintura. Cansado de projetos sociais e do "terceiro setor" ficou mesmo como ilustrador. Atualmente está produzindo quadrinhos com os contos do escritor Javert Denilson e pensando em cursar direito ou montar uma oficina mecânica para motos.


PUBLICAÇÕES / EXPOSIÇÕES

* Solo Para Dona Tartaruga – Terezinha Galvão, Sanzio Marden,Tânia Alice.

* Segredo No Ar – idem.

* Por Água Abaixo – idem.

* Semente Ecológica, vol. 1 e 2 – Sanzio Marden, Verde Gaia – consultoria ambiental.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

* Salão Casa Da Cultura – Sobral/CE (Pinturas).
* Salão Sesc Sobral/CE (Pinturas).
* Salão Centro De Convenções – Sobral/CE.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

 * Mostra Safra – Sobral/CE.

* Mostra Sobral De Arte Contemporânea.


CONTATO: sanziomasmos@yahoo.com.br


CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA

sábado, 11 de abril de 2009

RODRIGO STARLING

QUEM É RODRIGO STARLING

Rodrigo Starling é filósofo, poeta e gestor de ONGs. Possui Graduação em Filosofia e Pós-Graduação em Gestão de Políticas Sociais (Ambas pela PUC Minas). É mestrando em Ciência Política pela ULHT, Portugal. Publicou quatro opúsculos e um livro: Paz: O começo (2002), Alea Jacta Est (2003), Breviários do Cárcere (2004), Confessório Ardente (2006) e NÓS e outros poemas (2010). É membro fundador da OPA! Oficina de Produção Artística na qual é o atual presidente. No Terceiro Setor, atua também como Diretor de Desenvolvimento Institucional do VIDES Brasil e Secretário Executivo Adjunto do COEP MG. Ministra palestras sobre Liderança e Empreendedorismo Artístico.


PUBLICAÇÕES

* Paz: O Começo (poesia) / 1ª edição, independente, 2002.
* Alea Jacta Est (novela existencialista) / 1ª edição, EDLR, 2003.
* Breviários do Cárcere (prosa-poética) / 1ª edição artesanal, 2004.
* Confessório Ardente (sonetos) / 1ª edição, Q.S.Editorial, 2006.
* NÓS e outros poemas (poesias) / 1ª edição, independente, 2010.

CONTATO: email: rodrigo.starling@ig.com.br / tel: 55 31 9805-9905


CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA
"Sou cometa criativo
Rastro errante e vaidoso
A própria sobriedade do ébrio
Namorando a sanidade do louco"

O ARTISTA NA INTERNET


domingo, 1 de março de 2009

FRANCESCO NAPOLI

QUEM É FRANCESO NAPOLI

Poeta, compositor, guitarrista, pesqui-sador e professor de Filosofia e Histó-ria da Arte; Integra o grupo de Experi-mentação poética Caveira my friend ao lado de Marcelo Dolabela; Integra o grupo de música de invenção zanzara; integra o grupo experimental de música afro-mineira Bortam ao lado de Mamão Mamede; integra o bloco Bujão de Gás, integra o projeto de música dadaísta Jazzmafra; Integra o grupo de performance intermídia Laboratório Aleatório; escreve para o site 440hz; tem um livro de poemas publicado intitulado "sobre alguma coisa, sobre coisa alguma ou meta poesia sem meta." Tem um blog de experimentação poética: fanzinezat.zip.net

PUBLICAÇÕES

* “Sobre alguma coisa, sobre coisa alguma ou meta poesia sem meta” (poesia) / edição do autor, 2004.


CONTATO: email: francesconap@gmal.com / tel: 3463 99 71


CONHEÇA O TRABALHO DO ARTISTA
" Sujeito Sujo "
O ARTISTA NA INTERNET

- www.myspace.com/francesconap

- http://fanzinezat.zip.net/

- http://www.bortam.net/

- http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/zanzara/

- http://fanzinetaz.zip.net/

- http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=9488

- http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=26832


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

MÚCIO GÓES

QUEM É MÚCIO GÓES

Múcio de Lima Góes nasceu no verão de sessenta e nove, no segundo dia do segundo mês. Ascendente em Virgem, Lua em Leão, e o Sol na casa de praia. Sua cidade natal, Palmares, na Mata Sul de Pernambuco é conhecida como “Terra dos Poetas”, berço de Ascenso Ferreira, Hermilo Borba Filho, Juarez Correia, Luiz Berto, sem contar seus loucos, cantadores, violeiros e repentistas que nas feiras rasgam seus verbos. Lugar onde já fizeram palco Zumbi e seu povo; batalhas longínquas banhadas a sangue e história; hoje pena qual fantoche sem platéia nas mãos de políticos aventureiros. Morando em Recife, o poeta palmarense conseguiu pousar seus versos no papel, estes que desde meados de 2004 flutuavam em céus virtuais. “O avesso e o verso” (Editora Nossa Livraria) é seu primeiro livro de poesia, lançado em março/2008, onde ele anuncia no seu “Poema em auto-revelo” – sou como Deus, / sendo às avessas: / escrevo torto / por linhas certas. Seus versos são extratos da simpleza, sua poesia nasceu para sentir, e sente muito.
Embalado pela receptividade dO avesso, Múcio atendeu ao chamado do ativista poético Diovvani Mendonça, e lançará no vindouro abril, pela Editora Árvore dos Poemas o seu 2º trabalho, Grãos ao alto!, seguindo com o adorável exercício de semear poesia pelos ares.


PUBLICAÇÕES

* “O avesso e o verso” (poesia) / 1ª edição, Editora Nossa Livraria, 2008.

* “Grãos ao alto!” (poesia) / 1ª edição, Editora Árvore dos Poemas, 2009.


CONTATO: muciogoes@gmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

De Vagar


eu quero
rever meus atos,
tapar as frestas,
rasgar retratos.


hoje

eu quero mudar
os meus costumes,
queimarei meu diário,
- adeus, cardumes!


vou trocar
meu velho aquário
por uma nuvem
de vaga-lumes ”


O AUTOR NA INTERNET

- http://www.traversuras.blogspot.com/

- http://www.blogdesete.blogspot.com/

- http://www.e-tapas.blogspot.com/

-http://areteeducar.blogspot.com/2009/04/avore-dos-poemas-lancamento-do-livro.html

sábado, 7 de fevereiro de 2009

MARCELO DOLABELA

QUEM É MARCELO DOLABELA

Marcelo Dolabela é poeta, professor, roteirista gestor cultural e compo- sitor. Participou como roteirista de filmes e vídeos, como “Arnaldo Batista Maldito Popular Brasileiro” e “Adeus, América”, ambos de Patrícia Moran. No âmbito musical, é integrante dos grupos “Divergência Socialista”, “Red Theremin” e “Caveira My Friend”. É colunista do jornal Hoje em Dia, desde 1999.
Publicou livros, como “ABC atual do rock brasileiro”, de 1984; “Hai Kaixa”, de 1993; e “Carimbós”, de 2007. Atuou como diretor, roteirista e elaborou trilhas sonoras em peças teatrais. Também possui trabalhos expostos em diversos países, como Japão, Austrália, Portugal, França e outros.


PUBLICAÇÕES

* ABC atual do rock brasileiro / 1984.

* ABC do rock brasileiro / 1970-1979,1985.

* ABZ do rock brasileiro / 1987.

* Hai Kaixa / 1993.

* Coração Malasarte / 1980.

* Carimbós: Carimbos - quase – Completos / 1977 – 2007.


CONTATO: mdolabela@hotmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

Balanço da década

uma década tem mais de cem séculos
dez bilhões de vozes num único eco
mil e uma noites num mero segundo
poucos trilhões de silêncio num ponto

quanto se conta os átomos é ótimo
a hora fica interminável num átimo
não se chega nunca a nenhum lugar
e apenas se volta ao mesmo volume

um só dia tem bem mais de dez décadas
num rústico eco a maior biblioteca
da luz do segundo nenhum consenso
até quanto nos faltará silêncio ”


(Poema musicado pelo grupo Zanzara/ Lorem Ipsus- Antologia poética &outros poemas. Sétima edição. Tetralogia Minimemória. Vol. 2. Belo Horizonte, 2006)


O AUTOR NA INTERNET

- http://www.tanto.com.br/marcelodolabela.htm

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DIOVVANI MENDONÇA

QUEM É DIOVVANI MENDONÇA

Diovvani Mendonça é compositor, músico e gestor cultural. Natural de Belo Horizonte. Em sua biografia constam apresentações em saraus, palestras de cunho ecológico, oficinas de poesia, participações em publicações, projetos culturais, gravação de Lp’s e Cd’s. Além da manutenção de blogs voltados para a literatura, esteve à frente da organização do "1º Viva Poesia, Poesia Viva" na cidade de Contagem/MG. Idealizou o projeto “Pão e Poesia”, cuja iniciativa é a de promover a poesia no âmbito da cotidianidade, divulgando poemas de diversos autores em embalagens de pão. Viabilizou uma extensão deste projeto em formato educativo, sendo este o "Pão e Poesia na Escola" (realizado em escolas de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Esmeraldas, Lagoa Santa e Cotia - SP).


PUBLICAÇÕES

* Trilhas - coletânea de autores blogueiros (poesia) / 2007.

* Revista Eletrônica Diversos Afins - 14ª leva / Out/2007

* ARTE EM MOVIMENTO - Mostra de talentos de Contagem / catálogo 2007-2008.

* Pontos Cardeais (poesia) Encontro Literário / 2008.

* “Pão e Poesia” (poesia) / 2008-2009.

* Ziar (poesia) / 2008 (emb.1kg com o poema Ziar p/distribuição de sementes de Moringa)

* ME Especial nº 71 (poesia) / ano 18, 3º semestre / 2008.

* Antologia Folhas Verdes (edições Tela e Texto, Org. Lucas Maroca, Rejane H.C. Lage Neves e Maria Antonieta Pereira, FALE/UFMG, BH, MG, 2008)


CONTATO: diovvani@yahoo.com.br


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

Creia-me

se Freud até hoje não lhe explicou
aquela velha canção do Zé - deixe estar
há certas coisas que após entendidas
necessitam de muito mais explicações
e perdem o mistério a graça e o encanto diante da revelação.

O bom é não ser absoluto profundo
bom é ser raso e solto no mundo.
O bom é não ser imã de geladeira
bom é não marcar bobeira
não se colar em nada, nada, nada, nada...

Creia-me
tudo passa
tudo gira na órbita do transitório
passa o carro, passa o moto-boy, passa o avião
e sei que vai passar até o porre dessa cachaça.
Passa macaco, passa o papagaio, passa o gavião
e sei que vai passar até o ar - dessa graça.

O que ainda não passou
é porque a flecha do esquecimento
está atravessando o tempo
rumo ao alvo onde tudo é nada,
onde nada é tudo.
Tudo, nada; nada, tudo no infinito mistério.

Creia-me
se Nietzsche passou se Lennon passou
se Jobim passou
se Torquato, Ana Cristina, Leminski,
Witman, dos Anjos, Maiakoviski
se Wally, não está mais aqui...
Se passou até o profeta Gentileza
se tantos outros também passaram:

condeno-me então
a desaparecer no salto mortal
entre um segundo e outro
na fumaça da pólvora
na poeira do esquecimento.”



quarta-feira, 5 de novembro de 2008

MARCO LLOBUS

QUEM É MARCO LLOBUS

Gestor Cultural e Joaquim Nabuco. Pesquisador da Ar-te Popular, Ati-vista da Cena Peri-férica e também a personificação de Deusmanu. Um Guerreiro Xamã que há 37 anos exorciza encantamentos em atuações que podem envolvê-lo num estado de transe. Entidade presente em saraus e saraus. Multifacetado que se desdobra em distintos acontecimentos que permeiam uma bagagem ímpar flertando experimentos musicais, pinceladas, cinema, escultura e teatro. Caminhando com desenvoltura pela arte digital e pela sensibilidade fotográfica... E acima de Tudo, pela POESIA.


PUBLICAÇÕES

* “As Dores de Indaiá nas Memórias de Tapuia” (poesia) / 1ª edição, Rede Catitu Cultural, 2010.

* “Desclassificados” – Jornal Virtual de Poesia.

* “HUS MANO” – fotografia/poesia (mecanismo para difundir algumas informações de pesquisas no campo da cultura popular como: características, falas - filosofia - e fotos de mestres da cultura popular, artistas e de algumas das manifestações populares das Minas Gerais).

* “POETUS” – fotografia/poesia (mapeamento da produção literária dentre artistas e poetas locais).

* “POIETIS(A)” – fotografia/poesia (mapeamento do universo literário feminino).

Além destes trabalhos de resgate e preservação sociocultural, entre os anos de 2001 e 2006, figurou em dois importantes catálogos de literatura contemporânea:

* Catálogo Terças Poéticas dos Jardins Internos do Palácio das Artes / Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, Suplemento Literário de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado, 2006, 180 páginas.

* UAI Poético, pesquisando as raízes e veias poéticas / Bêlo Poético Produções Artísticas e Literárias, 2001, 120 páginas.


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

Go Back

Fumei um baseado em fotos reais
em ásperas do cotidiano

caí em seda livre
sobre a farfalhar do seco duro

ascendi o inconsciente
pelo trago turvo

subi até o torpor
e dancei nas nuvens

ao acordar da boca seca
a fome da barriga cheia

lariquei o sono aberto
e posei sobre a viagem."


O AUTOR NA INTERNET


- http://marcollobus.blogspot.com/

- http://picasaweb.google.com.br/llobus

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

LUANA AIRES

QUEM É LUANA AIRES

Artista que se pretende múltipla. Quase poeta. Rabisca desenhos. Cantora que transcendeu os chuveiros. No campo da música, participou da banda Chica Feijão (2006), do Grupo Rosa dos Ventos (2007) e atualmente é integrante do Projeto Saravá de música popular. Como poeta, foi uma das convidadas da edição de maio de 2007 do Sarau de poesias da Lagoa do Nado e produziu livros e fanzines independentes. Nas artes plásticas, vem desenvolvendo uma pesquisa a respeito do livro-objeto. Em Belo Horizonte, faz parte do coletivo Kaza Vazia e do projeto ACasa.


PUBLICAÇÕES

* “O livro das ovibiedades” (poesia) / edição artesanal, 2006, 9 poemas avulsos.
* “Infancitude” (poesia) / edição artesanal, 2006.
* “Esconderijo dos poemas tímidos e desconexos” (livro-objeto) / edição artesanal, 2006.
* Fanzine poético “Quase poesias” (poesia) / independente, 2007.
* Fanzine-dobradura “Hoje” (poesia) / edição co-produzida com o poeta Marcos Assis, 2008.
* Série “Estrela Decadente” (quadrinhos) / independente, 2005-2008.
* Coleção Vermes Poéticos - Sociedade Mutuante (poesia) / 1ª edição-SPLIT, 2008, 48 páginas.


CONTATO: aires.luana@yahoo.com.br / luana.nalua@hotmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DA AUTORA

breve

hoje estou livre a pássaros.agora vejo formigas iluminando o chão com suas pequenas sombras.

(há pouco, idiotas motorizados ironizaram o falso lirismo desta minha tarde.)
os domingos têm assim um certo gosto de suspiro...
e uma certa e sutil resistência às poesias."


"Estrela Decadente"



A AUTORA NA INTERNET

- http://www.paocomnanquim.blogspot.com/

- www.flickr.com/luana_aires


terça-feira, 29 de julho de 2008

LEO LIMA DINIZ

QUEM É LEO LIMA DINIZ


Poeta marginal que vende seus textos editados em xérox nas ruas e bares de Belo Horizonte.

“É com muito orgulho e satisfação que inauguro a primeira edição da poesia marginal. Intitulo-o assim, porque a produção é tosca desvinculada de endeusamento estético visual.
Marginal é a distribuição que é realizada de mão em mão neste universo urbano da cidade.
O Eu do meu eu-poético curva a atenção a temas que se referem a conflitos existenciais, e sobre essa cruzada norte-americana travada no Oriente descarregado externamente nos poemas, esta guerra iniciada internamente em mim mesmo.
No mais uma boa distração.”


PUBLICAÇÕES

* Universo Urbano (poesia) / Editora Marginal, s/d.
.

CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

"Estou nauseando um mundo
indigesto com sabor de violência
plástica industrializada sem prazo
de validade.
De atrocidades que me causa vômito
com gosto de comida vencida e nem
engove alivia.
De perversidades que denotam a máxima
podridão humana generalizada.
Na qual o joio se iguala ao trigo, pois
ambos já viraram carniça imprópria
para o consumo de alguns.
Neste circo de horror onde o fogo não
encanta mais, e apenas queima.
Mais um show pirotécnico é exibido
Ao vivo e a cores na TV."

*****

"Indecisão

Para onde vou
Nem sei se quero chegar
Chego ao ponto
De não querer ficar
Onde estou
E daí de que interessa
Partir ou ficar
Do jeito que ando
Não posso parar."

*****

"O ócio depois do almocio é negocio."
(Extraídos do livreto "Universo Urbano").

sábado, 26 de julho de 2008

RICARDO TOKUMOTO

QUEM É RICARDO TOKUMOTO


“ Eu sou um daqueles que já gostava de desenhar desde que me entendo por gente. Apesar de que, na verdade, todo mundo gosta de desenhar quando criança. Eu só não parei. Lembro que já no jardim de infância eu recebia elogios pelos meus rabiscos. E no início do ensino fundamental eu já dizia que queria ser artista. Santa inocência. Era sempre visto como “O Desenhista” da classe. Qualquer coisa ligada a desenho que surgisse logo gritavam meu nome. E tudo que era arte me despertava interesse, mesmo quando eu nem sabia que aquilo era arte. (...) Em Limeira (interior de São Paulo, cidade onde nasci e vivi por muito tempo), existiam inúmeros cursos oferecidos gratuitamente pelo centro cultural municipal. Foi lá onde aprendi a tocar alguns instrumentos musicais, foi lá onde tive meu curso de pintura, fiz oficinas de histórias em quadrinhos, desenho animado, elaboração de fanzines, escultura, teoria da arte, kung fu, tai chi chuan. Enfim, foram tantos cursos que eu nem lembro mais. Eu ia todos os dias da semana (incluindo sábados e domingos). Quase morava lá. Paralelamente a tudo isso, eu já fazia o curso técnico de informática lá no colégio da UNICAMP que havia na cidade. (...) Nessa altura eu já havia me decidido a prestar vestibular em Artes Plásticas. Não me via fazendo outra coisa. Era aquilo mesmo que eu queria. Prestei a primeira vez sem muita bagagem, só com o que eu tinha aprendido pessimamente no ensino médio. Tentei USP e Unicamp, se não me engano. Não passei nas duas. Cheguei até a segunda fase apenas. Estudei, fiz cursinho. Trabalhei na Gráfica Central da UNICAMP em Campinas, onde tive um contato maior com a área de design e editoração. Pude aprender sistemas de impressão e softwares muito úteis. Comecei a imprimir meus primeiros fanzines. Tinha um contexto mais político e ideológico, algo meio “revoltado”. Nele publiquei minhas primeiras tirinhas denominadas “TV Querida!”. Fiz cursinho e tentei novamente o vestibular. Unicamp, Unesp e Ufscar. Novamente fui reprovado nas três. Por pouco não passei. Trabalhei como professor de informática. Fui selecionado no primeiro SALÃO DE HUMORDE LIMEIRA. Comecei a publicar OS DESAFORTUNADOS em um tablóide da cidade chamado “O PIO”. Consegui passar num concurso público para secretário de escola em Limeira. Fui trabalhar na secretaria de uma creche. Prestei novamente Unicamp, Unesp e UFMG, que era a unica faculdade do Brasil com especialização em cinema de animação. (...) Eu não podia ficar o resto da vida sendo funcionário público, mesmo ganhando relativamente bem. E a faculdade de design era bacana, mas ainda não era exatamente o que eu desejava. Meus pais entenderam. Finalmente me mudei pra BH e comecei a fazer Belas Artes na UFMG. (...) Comendo só miojo por muito tempo, consegui juntar uma grana e comprar um computador e uma tablet. A partir daí o RyotIRAS ganhou mais força e se consolidou com postagens diárias. Atualmente, tenho 22 anos e estou no quarto período da minha especialização em cinema. ”


PUBLICAÇÕES

* RYOTIRAS, nº: 01 (coletânea de tiras) / editora Tragicomics, 1ª edição, outubro de 2007.


CONTATOS: ricardo@ryotiras.com / mozaryot@hotmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DO QUADRINISTA


(Extraído do blog RYOTIRAS)


O QUADRINISTA NA INTERNET

- http://ryotiras.com/


segunda-feira, 16 de junho de 2008

CAROL LARA

QUEM É CAROL LARA

Jornalista e pesquisadora da dança contemporânea. Mestranda em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da UFMG. Participa com freqüência de eventos de poesia organizados por poetas mineiros e comunidade acadêmica. Contribui na curadoria e produção do Quinta Poética na Escola Guignard/UEMG. Edita o fanzine Paideuma, um fanzine-dobradura que busca uma dicção experimental para as múltiplas possibilidades do epigrama.


PUBLICAÇÕES

* Jornal DezFaces, nº 01 - participação na edição de novembro, 2008.
* Paideuma (poesia e imagem) 1ª edição, 2008, formato fanzine-envelope.
* Paideuma (poesia e imagem) 2ª edição, 2009, formato fanzine-envelope.


CONTATOS: (31) 9872 7289 / email: carolara2001@gmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DA AUTORA

azul-piscina

a piscina traz o empuxo da água
que escarna as virtudes dos azulejos;
as folhas que caem entre a mágoa
e as estranhas dos percevejos;

e se lá tivesse um pedaço da verdade?
todos os incrédulos nadariam a galope;
com seus estribos amargos de felicidade
como quem recebe um prêmio num envelope;

para aqueles que se secam no molhado
cujo resto forja a inocência culicida;
em meio a margem comunga estraçalhado
com a exatidão e o cansaço quase suicida;

mas todo esse tremor que projeta estentor
sustenta o volume carregado de bolhas-ondas
que sinceras dramatizam em estertor
o que já não mais escorrega e explode”

(Extraído do fanzine “Paideuma”)


A AUTORA NA INTERNET

- http://da-da-nada.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de maio de 2008

BANDA ONOMATOPÉIA

QUEM É ONOMATO-PÉIA

Banda empírica Onomatopéia. Formada em meados de 2006 com uma proposta de trabalho independente e uma confecção própria de instrumentos percussivos com material reciclado. A banda expõe uma barroca sonoridade de experimentalismo musical. Com pitadas do jazz, rock progressivo, música regional, ritmos tribais, blues, letras que transitam de Baudelaire à composições próprias. O grupo se consolida num estilo fusion, sem se propor a rótulos, mas com a estigma de laboratório de música. A estréia sonora aconteceu em 20 de abril, na edição 2008 do “Rock in Roça”, em Neves, Minas Gerais. Em breve estarão lançando um CD-demo, 1º registro oficial deste quinteto onírico.

Maroca: vocal / pandeiro / percussão / arranjos / sonoplastia / triângulo / mandingas / tambor
Richard (Rato Branco): guitarra solo / harmônica / flauta transversal / ocarina / backing vocal / mandingas / tambor
Rodrigo (Ser Subterrâneo): baixo / flauta doce / mandingas / tambor
Guido: bateria / percussão / triângulo / guitarra base / berimbau / backing vocal / mandingas / tambor
Wesley: bateria / percussão / triângulo / sonoplastia / backing vocal / mandingas / tambor


CONTATO: (31) 8844-5085 – Maroca / (31) 8809-3072 - Rato Branco / e-mail: richardsabat1@gmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DOS MÚSICOS

VENTO (1ª versão)

Rasgo minha boca rouca,
Para derramar provérbios mudos.
Mas Nada escuto.
Cala-me brisa falsa e deprimente,
Nesta manhã de café-ralo e barato
Que pago com centavos amargos e quebradiços.
Quero que o vento lave esta fome fantasma
Este turbilhão de sede seca
Nesta garganta ressecada por falta de palavras maduras
Vento raro,
Opaco.
Por corredores profundos e escorregadios,
Largo meu corpo num precipício nebuloso.
O vento sopra sussurros,
Em meu semblante desfigurado
Alimento-me de Dor disforme
Para me complementar erroneamente
Nos incompreensivos fios do Ar que teço.”

segunda-feira, 7 de abril de 2008

MARCELO CAVALIERI

QUEM É MARCELO CAVALIERI

Marcelo Cavalieri é escritor, ator e multi-instrumentista. Produziu independentemente a maioria de seus livros; compõe e cria músicas. Atuou em filmes (longas e mini-séries), e também de um quadro infantil de con-tação de estórias no programa TVLisão (SP). Integrante da banda mineira "Clandestinos” formada em 2002 em Nova Lima, onde interpreta poesias de sua autoria, além do projeto paralelo "Aquieníginas". Um artista que ao longo de sua carreira vem plantando com sabedoria e simplicidade seu fazer artístico.

PUBLICAÇÕES

* Vale a Pena / Leia e Pire (poesia, 2002)

* Leia e Pire (edição de bolso, 2003)

* O Colecionador de Sorrisos (poesia, 2004)

* Asas da Percepção (poesia, 2005)

* Sem Medo Sem Nada (literatura infantil, 2005)

* Coisas Bacanas (poesia, 2006)

* Manual Poético da Nova Era (poesia, 2007)

* Nova Mente Como Sempre Outra Vez (trava-línguas poéticos entre outras psicodelias, 2007)
*Oráculo Poético (poesia, mensagens, reflexões e pensamentos, 2008)


CONTATO: marcelo@marcelocavalieri.com.br

(31) 3541-5002 / 9132-2551


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

“O homem busca, mas não sabe bem onde procurar.
E na maioria das vezes nem o que está a buscar.
Pergunta o que já sabe de cor
por falta de assunto e necessidade de falar.
Entra na conversa alheia
deixando-se influenciar.
Se um assunto não te interessa
então mude de lugar.
Para fazer isso não precisa nem se mexer.
Somente a atenção deslocar.
Volte-a para o aprendizado.
Observe o que existe ao seu lado.
Procure sempre se instruir
para então compreender o que se passa em si”

(Trecho extraído do “Manual Poético da Nova Era”)


O AUTOR NA INTERNET
- Veja o artista contando estórias no programa infantil "TVLisão":

domingo, 6 de abril de 2008

MARCOS ASSIS

QUEM É MARCOS ASSIS

eu sou a umbra
abrigo
no céu
no escuro

tudo isso se esconde em mim
você se esconde em mim
quero de novo o dia!
Quero o dia o dia inteiro!

mas a sombra engole
e eu só sigo
eu sou o rato
no chão
no buraco
escuro

eu só sei
continuo
persigo cego a luz

mas a luz faz sombra

eu sou o rosto
absurdo
no seu a
acariciar

você se volta em mim
e sabe ter eu

tudo isso se perde em mim

eu sou o rastro
me perco
ao te seguir

sou o lastro
no fundo
no fundo


PUBLICAÇÕES

* livro independente e artesanal, sem título

* alguns 'fanzines objetos' (sic) (por falta de rótulo melhor)

* pensamentos esquecidos (fora de catálogo)
.
* Coleção Vermes Poéticos - Sociedade Mutuante (poesia) / 1ª edição-SPLIT, 2008, 48 páginas.


CONTATO: melhor_inimigo@hotmail.com


CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

"12 SET

todas as datas são iguais
a cria adulta me devora o eu
cobra criada
da vontade do longe
a saudade do que é nunca
saudade de nunca

todas as ruas iguais
os versos iguais
urbanos sorrisos
todo erro me devora eu
saciadada
vontade do novo
a saudade do que é não
saudade de não

toda vontade de novo
pessoa saciada do eu
eu depende das crias
da vontade, da vontade que ela tenha
a vontade da saudade

a lentidão do frenesi das ruas
e de todas as datas que são iguais
que se arrastam no padrão
que tanto faz

que se afastam no padrão
e então tanto faz”


O AUTOR NA INTERNET

- Blog do autor, Portifólio virtual:

quinta-feira, 27 de março de 2008

DÉLIO PINHEIRO

QUEM É DÉLIO PINHEIRO


Em síntese: Délio Pinheiro tem 30 anos. É jornalista há três anos e radialista há quinze. Atua também como assessor de imprensa, em duas cidades do Vale do Jequitinhonha; cerimonialista, na prefeitura de Montes Claros; apresenta um quadro em um programa de TV na retransmissora da Cultura também em Montes Claros, cidade onde reside. É nascido em Serranópolis de Minas. Já lançou um livro de poesias e tem projetos bem adiantados nas áreas do conto, crônica e romance.
Em prosa: Antes de qualquer coisa sou caos. Mas também sou silêncio nas noites regadas a blues. Sou fotografia analógica, sou fusível, sou vinil e filmes em preto e branco. Sou história muito mais que geografia. Sou mil vezes literatura a qualquer tipo de arte. Portanto sou livros, muitos livros. Sou mais livros que cinema. Sou de fazer listas para tudo, menos para fazer compras. Sou vintage e sou saraus. Sou café forte, muito forte, quente e em boa companhia. Não sou água mineral com gás. Sou cheiro de mofo, sou revistas antigas e sou páginas amareladas. Sou fazer poesias nas madrugadas, sou acordar com cara de sono. Não sou dormir com nenhum barulho, que não seja o eco de meus sonhos. Sou finais de semana na roça, mas apenas finais de semana. Sou cachoeira muito mais que praia. Sou apenas o pseudônimo do que pretendo ser, e sou anônimo em minha relativa notoriedade. Sou velocidade. Sou informação. Não sou demonstrações de afeto, embora me farte deles. Sou um eterno aprendiz de violão, que está pousado num canto de meu quarto, como um mausoléu de melodias. Sou hiperatividade cerebral. Gostaria de ser trabalho voluntário. Gostaria de trabalhar menos. Sou começar a malhar, para depois me entregar à ociosidade. Sou viajar. De preferência sem rumo. Mas muito bem acompanhado. Sou Bach, manhãs de domingo, Goethe, Google, Kafka, cerveja gelada, jornais empilhados, papo cabeça, Chico Buarque, cinema europeu, rock, chiado de vinil, Jack Daniels, lojas de conveniência nas madrugadas. Sou as paisagens que vi, as pessoas de cuja companhia desfrutei. Não sou bate-bocas. Não sou cinto de segurança. Sou jornalismo e sou absolutamente apaixonado por essa profissão. Sou cobrir alguma guerra, embora torça para que elas não aconteçam. Sou Minas. Sou Cruzeiro. Sou Clube da Esquina. Sou jeans. Não sou discutir a vida alheia. Não sou horário de verão. Sou água quente no chuveiro em qualquer estação. Não sou fanatismo de qualquer espécie. Não sou protocolos. Não sou formalidades. Não sou inveja. Sou escrever. Sou ouvir. Não sou carne. Não sou carência de nenhuma espécie. Não sou saudade. Não sou fantasmas do passado. Não sou carnaval.


PUBLICAÇÕES

* “Não há rumos, só há rimas - Poesias desvairadas e sonetos imprecisos”- Livro de poesia, lançado pela Editora Unimontes.

* Dezenas de crônicas publicadas na imprensa mineira.

*Finalista no concurso nacional de novos Contistas da revista Bravo!: http://bravonline.abril.uol.com.br/indices/materias/materia_253833.shtml


CONTATOS: deliopinheiro@ig.com.br

CONHEÇA O TRABALHO DO AUTOR

Benícia das latas

Benícia vivia de juntar latinhas. Para ela não tinha tempo ruim. Nem chuva nem sol a impediam de cumprir seu trabalho silencioso, tanto nas ruas fustigando latas de lixo como nos shows que sempre aconteciam naquele bairro boêmio onde trabalhava.
Benícia gostava mais dos shows sertanejos. Era quando se jogava mais latinhas no asfalto e também nos cestos de lixo. Ela também gostava de música sertaneja e algumas vezes se permitia olhar um cadinho para o cantor ou a dupla que se apresentava. E chegava a cantar trechos de “Menino da porteira” e “Rio de lágrimas”, que para ela e para todos era “Rio de Piracicaba”.
Benícia nunca fora a Piracicaba e a nenhum lugar a mais de cinqüenta quilômetros de sua cidade do interior de Minas. Nem quando ela ficara sem fôlego de repente e não havia chá ou ungüento que dessem jeito e seu caso hospitalar foi considerado irreversível, ela quis deixar sua Janaúba. “Se você não for se tratar em Montes Claros você não vai durar nem seis meses”, predissera o médico há quase cinco anos.
Mas Benícia, naquele dia em que recebeu a notícia, não foi buscar a ficha de internação que o médico colocara a sua disposição no posto de saúde de seu bairro. Era carnaval e ela preferiu ir para a Praia do Copo Sujo recolher suas latinhas.
O médico dissera que o coração de Benícia estava quase do tamanho de um balão cheio, desses de festa infantil. Mas Benícia decidiu, em sua humildade silenciosa, que seguiria com seu trabalho até quando Deus quisesse. E aquele foi um carnaval especial. Um número bem maior de turistas invadiu a cidade ribeirinha e espalhou latinhas de cerveja por todos os lados.
De música baiana Benícia não gostava, e era justamente esse tipo de música que animava o carnaval por lá. Ela era do tempo em que as antigas marchinhas comandavam as folias momescas e às vezes chegava a cantar baixinho, pra si mesma, essas canções, enquanto juntava suas latas, coberta pelo manto da invisibilidade dos trabalhos humildes.
No fim das contas, na quarta-feira em que tudo vira cinza, e com uma baita dor nas costas, Benícia faturou quase cinqüenta reais vendendo suas pepitas de latão na usina de reciclagem. Nunca ela ficara com tanto dinheiro no bolso. Neste dia, Benícia comprou um saboroso wafer de morango e para acompanhar se deu ao luxo de comprar uma refrescante lata de Coca Cola.
Benícia então se lembrou que tinha um coração grande, do tipo que só faltava explodir, e sorriu resignada. Ela foi a pé para sua casa no bairro distante e sem asfalto. No caminho se deparou com um menininho sujo e magrinho, que levava consigo um pequeno saco de linhagem, onde colocava latinhas de refrigerante e cerveja que encontrava pelo caminho.
Benícia chamou o menino e jogou a lata de Coca para que ele a guardasse consigo. O menino agradeceu e Benícia seguiu seu caminho, arrotando divinamente seu wafer de chocolate e sentindo pulsar, bem ali, sob suas vestes modestas, seu coração grandão.”


O AUTOR NA INTERNET

Blog: http://www.novoslabirintos.blogger.com.br/



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